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Mostrando postagens que correspondem à pesquisa por ARTIGO

O ÓDIO MOBILIZA, MAS O AMOR TRANSFORMA

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Tanta preocupação nos últimos tempos devido à pandemia do novo coronavírus não pode nos impedir de vislumbrar algo de bom em meio ao caos que estamos vivendo. Meu depoimento do artigo anterior sobre minha experiência pessoal não abordou o lado emocional, o que pretendo relatar neste. É importante também ficarmos atentos aos efeitos psicológicos da crise sanitária pela qual estamos passando e que só tem nos deixado cheios de incertezas quanto ao futuro.

A 'empresarização' da vida chega até a arte

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O empreendedor de si mesmo ganha corpo através das plataformas digitais de autogestão — inclusive na literatura Escrevi romances por 13 anos e travei. Faz três anos que não consigo escrever mais nenhum. Até comecei alguns, mas não consegui terminar. O que está afetando a minha criatividade é essa lógica empreendedora das redes sociais, que transforma pessoas em produtos. Demorei muito em reflexões e análises desse cenário individual — que é o reflexo de uma realidade presente em todos os lugares no Brasil — para, enfim, sentar e escrever este artigo. Meu sonho de adolescente era publicar e ser lida, e felizmente consegui realizar. Claro que as plataformas de autopublicação democratizaram o acesso aos leitores e criaram um mercado digital que segue em expansão. Eu não teria alcançado os leitores dos meus 30 livros se não fossem as plataformas. Dito isso, elas, aliadas às mídias sociais e à sua lógica de hiperexposição, também são geradoras de uma grande ansiedade, que me fez...

A RESPONSABILIDADE SOCIAL DO ESCRITOR COMO COMUNICADOR

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Nunca gostei da ideia de que sou uma formadora de opinião, desde a época em que quis ser jornalista e acabei optando pela faculdade de publicidade e propaganda, profissão abandonada para focar na carreira de escritora. Sempre achei forçada, manipulatória e desnecessária. Ainda acho o marketing pior porque ele se apropria de conceitos humanísticos para te convencer de que precisa de um produto que provavelmente poderia viver sem.

A violência contra a mulher como entretenimento?

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Precisamos falar sobre violência contra a mulher, e uma das melhores formas de se fazer isso é através da cultura. Hoje gostaria de analisar um gênero específico de entretenimento, tanto audiovisual quanto literário: o suspense. É um dos gêneros de maior audiência na atualidade, em diversos formatos, figurando também entre os livros mais vendidos do Brasil. Como leitora assídua desse gênero, sempre olhei para essas histórias como uma reprodução crua e nítida do pior que o ser humano pode fazer com outros seres humanos. Isso foi uma das coisas que sempre me fascinaram — e não me surpreenderam, evidentemente, porque há muito tempo deixei de ter uma visão embaçada e romantizada da humanidade. No geral, autores masculinos dessas histórias tendem a colocar as mulheres no papel de vítimas de diversos tipos de violência externa, causadas principalmente por homens próximos, fazendo um retrato bastante claro do que acontece na sociedade. Homens são, estatisticamente, a causa da violência soci...

EXISTE DEMOCRACIA SEM IGUALDADE?

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Montagem: Linton Publio/Seeb-SP Democracia é uma palavra que abrange muitas coisas. Mas, de maneira simplificada, entendemos que é um sistema político, ou um regime político, no qual o povo é soberano e escolhe seus representantes através de eleições periódicas. Porém, o debate que quero trazer nesse artigo é: quais são as suas limitações e abrangências? Pretendo trazer alguns assuntos que acredito estarem interligados com esse tipo de governo e que no dia a dia não pensamos muito a respeito, muito menos em suas implicações no exercício pleno de nosso direito ao voto quanto cidadãos livres.

O FUTURO É FEMININO

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Duas datas comemorativas desse mês de março me fizeram pensar no tema deste artigo. O Dia Internacional da Mulher, popularmente denominado 8M, e o Dia do Bibliotecário, 12M (para padronizar). O que os dois têm a ver um com o outro? Como escritora, eu posso afirmar que absolutamente tudo.

A NATURALIZAÇÃO DA MORTE

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Delegacia é queimada em ato contra morte de homem negro nos EUA Estava assistindo na Netflix ao filme Vida e uma frase dita pelo cientista que descobriu uma vida marciana me levou a reflexão. O personagem diz que entende o alienígena, com orgulho e resiliência, que não é pessoal, é questão de sobrevivência, e para sobreviver ele precisa comê-los. É a clara submissão do mais fraco diante do mais forte. É a desistência diante do poder exercido pelo outro. É a passividade de se permitir (me atrevendo a dar um pequeno spoiler do enredo) até ser devorado vivo pela inevitável e inegável força do outro. Esse mesmo personagem também define “vida” como algo que, para existir/prevalecer, precisa de destruir. Unindo a primeira frase a essa, temos o conceito da lei do mais forte, que rege, por exemplo, a teoria evolutiva.